Questão de Português
Leia o texto a seguir:
O psiquiatra paranaense José Alexandre Crippa, com apenas 47 anos, chefia uma das maiores referências de estudo em sua área, o Departamento de Neurociência e Ciências do Comportamento da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto. Respeitado internacionalmente, publicou trabalhos científicos sobre doenças mentais e conduziu inúmeras pesquisas clínicas. Ainda assim, Crippa nem sempre agrada a seus colegas. O motivo é o assunto principal de seus estudos, o canabidiol, uma das substâncias derivadas da Cannabis sativa. O acadêmico está entre os poucos profissionais no mundo que comprovaram a eficácia do composto no tratamento da epilepsia. Encontrado, sobretudo, no caule e nas flores, o canabidiol não é psicoativo nem tóxico. Não altera o raciocínio, não produz lapsos de memória nem perda cognitiva, tampouco causa dependência, como faz o THC. O canabidiol é eficaz no controle de surtos epilépticos. Ele interfere na metabolização e na recaptação da anandamida, substância associada à regulação de diversos neurotransmissores, e age quando há desequilíbrio em sua produção natural. Crippa usou métodos inéditos e sofisticados para comprovar os benefícios do canabidiol. Foi além de resultados teóricos ou testes apenas com animais, empregando equipamentos capazes de registrar a atividade cerebral sob efeito da substância. Ao retornar ao Brasil, passou a estudar o potencial do canabidiol no tratamento da fobia social e descobriu seu efeito ansiolítico. “Não resta a menor dúvida: o uso clínico de canabidiol abriu uma era na farmacologia”, diz Crippa. (Adaptado de Revista Veja, 19 set. 2018.)
O texto aborda um tema que divide a opinião pública. Quanto à argumentação desenvolvida, o assunto é tratado sob uma perspectiva: